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ESPECIAL - 11/01/2018

A adolescência e o Transtorno Disruptivo

A adolescência e o Transtorno Disruptivo

Muito se tem discutido sobre a adolescência e suas transformações físicas, emocionais, psicológicas e as várias mudanças nos conceitos relacionados a esta fase da vida ao longo dos anos. Ela é de fato um momento importante na vida dos seres humanos por ser marcado também por decisões importantes, como por exemplo, a escolha profissional.

Frente a tantas mudanças, muitos indivíduos enfrentam dificuldades nesse período da vida por não saberem lidar com a variedade de transformações em tão pouco tempo e, por isso, alguns desenvolvem transtornos, como os depressivos, ansiosos e os disruptivos. O transtorno disruptivo é um dos transtornos que mais ocorrem na infância, principalmente no que se refere aos comportamentos agressivos e atos de vandalismo.

Ele é caracterizado pela agressividade excessiva, crueldade com pessoas ou animais, destruição de bens, mentiras repetidas, faltas na escola, fugas de casa, desobediência constante, violação de regras, além de desrespeito às figuras de autoridade. Por ter sintomas tão comuns nesse período do desenvolvimento humano, o transtorno disruptivo é também um dos mais difícieis de receber um diagnóstico por conta da semelhança com os transtornos de ansiedade, depressivos e déficit de atenção/hiperatividade; dificuldades em diferenciar comportamentos normais de patológicos e a escassez de instrumentos e técnicas padronizadas para o diagnóstico.

Essa realidade tem sido foco de muitas demandas para psicoterapia com adolescentes, porém, na maioria dos casos, os jovens chegam ao tratamento sem considerar a sua necessidade e dirigem aos pais toda a responsabilidade dos estados de conflito. Porém, de modo geral, são as relações no ambiente sócio-familiar que devem ser modificadas para mudar os comportamentos dos jovens.

Este diagnóstico só poderá ser realizado por profissionais competentes da área, como psicólogos e psiquiatras, pois eles possuem técnicas e instrumentos de avaliação precisos e confiáveis. Se você conhece alguém que possua algum problema sócio-emocional, entre em contato com ele ou com sua família e os incentive a procurar um serviço de saúde especializado. Diagnósticos realizados por pessoas ou profissionais não habilitados não são válidos, além de serem perigosos.

Bruna Santana
Psicóloga – CRP 03/11581

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