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POLÍTICA - 25/01/2018

Bolsonaro comemora condenação de Lula como ‘tiro na corrupção’

Bolsonaro comemora condenação de Lula como ‘tiro na corrupção’

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse no início da noite desta quarta, 24, que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marca "um dia histórico", mas afirmou que servirá também para (a esquerda) "continuar se vitimizando como fez no período militar". Para Bolsonaro, a condenação de Lula em segunda instância é "outra chance de nos afastarmos de vez do comunismo".

Bolsonaro postou foto em que aparece na frente da TV comemorando a condenação quando o placar ainda estava 2 a 0 contra o recurso apresentado pela defesa do petista. Na legenda, o parlamentar classificou a condenação naquele momento por maioria como um "tiro de .50 na corrupção", em referência ao tipo de munição, uma metralhadora de alto alcance.

Perda de credibilidade

Com exceção do candidato pró-ditadura, os presidenciáveis hesitam em defender uma eleição sem Lula. Provável candidato pelo PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,diz que "a lei é para todos, decisão judicial se respeita e adversário não se escolhe".

O tucano não pretende, ao menos por enquanto, alterar o planejamento traçado até aqui, de se posicionar como o nome da conciliação nacional, da austeridade fiscal e, mais recentemente, como representante do "povo".

Pré-candidato pelo PPS, Cristovam Buarque (DF) afirmou que a confirmação da sentença contra o ex-presidente Lula vai gerar "indecisão" no processo eleitoral. “A primeira consequência (para as eleições) é a indecisão”.

Para Buarque, “gera uma perda de credibilidade no processo eleitoral se o candidato que tem mais prestígio neste momento nas pesquisas, e até pela sua história, sai por razões jurídicas, mesmo que em um julgamento justo”.

Colega de Senado e presidenciável pelo Podemos, Álvaro Dias (PR) classificou o julgamento como emblemático para a Justiça brasileira: "Ninguém está acima da lei, mesmo um ex-presidente da República".

Em nota, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Democratas, que está como presidente da República, pois Temer viajou para participar do Fórum Econômico de Davos, na Suíça, defendeu que o melhor foro de enfrentamento de teses diferentes é a campanha eleitoral.

Para Maia, a decisão judicial tem que ser respeitada e o resultado "deixa claro que o Brasil é uma democracia madura onde as instituições funcionam".

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